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As guerras dos condomínios de luxo

Nem as piscinas e outras mordomias pacificam os moradores – às vezes só pioram. Marquises ilegais, dívidas, penhoras e latidos são ingredientes das histórias.

Em tempos, o condomínio Portas do Sol era destino de férias do guarda-redes Rui Patrício. Apartamentos (supostamente) de sonho – dois adquiridos pelo próprio, natural da zona –, e virados para a Avenida Adelino Amaro da Costa, zona nobre de Leiria, serviam-lhe de descanso. Há uma década eram novos e considerados de luxo. Mas de há três anos para cá, viraram um pesadelo de infiltrações: chove nos quartos e nas casas de banho, o soalho levanta e o titular da seleção a jogar no Roma vê-se obrigado a fazer reparações anuais.

O cunhado João Henriques denuncia à SÁBADO a ponta do icebergue, num empreendimento de três blocos, em formato de U, cheio de fissuras nas paredes e entre vizinhos zelosos do seu status. Assim, há quem não queira dar a cara para falar desta guerra sem gritos, em crescendo desde 2012, através de relatórios de perícias, cartas de advogados, seguros, até chegar aos tribunais.

As casas do jogador, no quarto e no quinto piso do bloco 3, estão encostadas à piscina da vizinha, de 3×6 metros e 1,3 m de profundidade, no terraço do bloco 4 e que alguns condóminos apontam ser a causa dos problemas por pesar 50 toneladas quando cheia. O equivalente a um “grande camião TIR”, compara o vizinho Manuel Pereira.

https://www.sabado.pt/…/as-guerras-dos-condominios-de-luxo

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