Tecnologia

Trump proibe telecoms de usar equipamento estrangeiro com Huawei na mira

O movimento já era esperado mas uma odem executiva hoje assinada confirma que o presidente dos Estados Unidos não quer equipamentos desenvolvidos por empresas estrangeiras nas telecom. Não são referidos países nem marcas, mas este é mais um passo na guerra contra a China.

A Reuters já tinha avançado hoje informação de fontes próximas sobre a possibilidade desta indicação ser publicada, mas agora o NY Times confirma que foi mesmo emitida uma ordem executiva que impede as empresas de telecomunicações norte americanas de instalar equipamento fabricado no estrangeiro.

A indicação foi dada ao secretário do comércio, Wilbur Ross, sublinhado que estes equipamentos têm um risco inaceitável, mas apesar de ser evidente que é mais um passo na guerra com a China, não é mencionado nenhum país, nem nehuma empresa específica.

A ordem executiva invoca o International Emergency Economic Powers Act que dá ao presidente a autoridade para regular o comércio se existir uma emergência que ameaça os EUA. O departamento de comércio tem agora 150 dias para desenvolver um plano de imposição das novas regras, em conjunto com outras agências.

A Huawei e a ZTE são as empresas visadas especialmente nesta decisão, mesmo que nºai de forma expressa.

O documento já estará a ser considerado há mais de um ano, mas foi adiado diversas vezes, e talvez seja novamente. O conflito entre o executivo americano e a gigante chinesa já dura há vários anos, quando a empresa foi acusada de espionagem para o governo chinês. A partir daí começou a crescer a “bola de neve”, levando Donald Trump a proibir todas as agências governamentais de comprarem ou utilizarem equipamento da Huawei e da ZTE.

Segundo a Reuters, são as operadoras mais pequenas que são mais fortemente afetadas por esta decisão. As grandes telecom não usam equipamentos da Huawei e da ZTE mas nos meios rurais, os equopamentos das empresas chinesas são usados por cerca de 25% das operadoras.

A Huawei tem feito todos os esforços para limpar a sua imagem, tendo inclusivamente anunciado que está preparada para assinar um contrato com um pacto de não-espionagem com o governo britânico para garantir aos políticos que não há qualquer backdoor nos seus sistemas e que não tem intenções de utilizar a sua tecnologia para vigilância dos norte-americanos.

FONTE SAPO.PT

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.SAPO.PT
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