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Exército já tem 500 militares em permanência para vigiar fogos

Ramo terrestre das Forças Armadas, que tem 46 patrulhas no terreno, aprovou plano de apoio militar de emergência

O Exército “garante em permanência o emprego de 46 patrulhas de vigilância e deteção” desde o passado dia 1 deste mês, informou o ramo.

Além dos cerca de 500 militares destacados para essas ações de apoio à Proteção Civil, há ainda, em estado de prontidão a 24 horas, um total de quatro grupos de comando e ligação, cinco destacamentos de engenharia e 10 módulos para operações de rescaldo e vigilância pós-incêndios.

O ramo anunciou ainda ter aprovado já o chamado plano de apoio militar de emergência do Exército (PAMEEX), que define a forma de emprego das respetivas capacidades existentes em várias unidades do país – coordenadas a partir do regimento de Abrantes – em situações de catástrofe ou acidentes graves.

Auxílio no combate e no rescaldo dos incêndios, apoio médico-sanitário, busca e salvamento terrestre, reabilitação de infraestruturas, distribuição de água e alimentos, fornecimento de tendas de campanha e geradores são algumas das capacidades do Exército geridas a partir do Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME).

A importância dos militares dos três ramos das Forças Armadas no apoio à Autoridade Nacional de Proteção Civil e às autarquias, em matéria de incêndios, aumentou significativamente após as tragédias ocorridas em 2017.

Além dos equipamentos (botas, capacetes, óculos, pás) individuais fornecidos aos militares do Exército, à Força Aérea foi atribuída a futura gestão e comando de todos os meios aéreos do Estado (permanentes e alugados).

Embora a Força Aérea não tenha ainda assumido esse papel, a sua colaboração envolve o uso de aeronaves C-295 com equipamentos específicos – como sensores de infra-vermelhos – em operações de vigilância e deteção a longas distâncias para permitir um ataque mais rápido e preciso na fase inicial dos incêndios.

Note-se que o Exército colabora há anos em ações de proteção da floresta contra os incêndios no âmbito do chamado Plano Lira, o qual abrange o rescaldo, a vigilância ativa e o apoio logístico aos bombeiros e serviços florestais ou outros com responsabilidades de Proteção Civil.Esse Plano Lira inclui cinco níveis de alerta – verde, azul, amarelo, laranja e vermelho – e que correspondem à avaliação da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

 

FONTE DN.PT

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DN.PT
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