Tecnologia

Realidade virtual para todos: foram lançados os Oculus GO

Ainda antes do discurso de Mark Zuckerberg em São Diego, alguns jornalistas puderam ouvir a grande novidade em termos de hardware. O anúncio feito na sala da conferência F8 foi o momento que arrancou mais palmas a uma audiência morna. A Oculus é uma das empresas do Facebook e lança aqui os seus Oculus Go, uma tentativa séria de democratizar a realidade virtual.

Os sistemas atuais são caros e exigem uma quantidade de sensores fora dos óculos para serem eficazes. Claro que existem os sistemas que usam os telemóveis como ecrã, mas não têm tido o sucesso que os fabricantes esperavam.

Com os GO a acreditar nas palavras de Madhu Muthukumar, basta abrir a caixa e usar. Em menos de 5 minutos qualquer um pode estar a ver filmes, TV num falso ecrã gigante, ou a jogar jogos imersivos. São apenas uns óculos, grandes é verdade, e um comando na mão.

O som funciona mesmo sem auscultadores. Há uma espécie de conduta de ar que guia o som para perto dos nosso ouvidos, mas também é possível usar para ter mais privacidade e não incomodar o próximo.

Um dos problemas sempre foi a falta de conteúdo, os GO são lançados com cerca de mil experiências entre jogos e visitas virtuais a locais remotos. Pelo pouco que experimentei estão a funcionar muito bem em termos de latência, a velocidade com que as coisas acontecem é fundamental para nós sentirmos dentro desta realidade alternativa.

Não deixam de ter o problema de sempre, o abuso em certos jogos leva facilmente ao enjoo, e os filmes e vídeos, embora tenham qualidade, estão muito longe da definição de qualquer tablet ou telefone decente.

Na apresentação mostraram mesmo um estádio virtual, uma app onde será possível ver jogos de futebol ou concertos em direto “como se estivessem lá e com toda a emoção do local” passe o exagero de marketing obviamente.

Se funcionarem como anunciado estes aparelhos podem ser um passo importante para democratizar o uso de realidade virtual. Mas continua claramente a haver espaço para melhorias.

Na Europa vão ser lançados a 220 euros, mas como sempre nestas coisas é provável que venham a baixar de preço. Haverá uma versão de 32 GB e outra de 64 mais cara, claro.

São feitos em parceria com a chinesa Xiaomi e processadores da Qualcom.

Fonte da Notícia
SIC Notícias
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