Economia

Vistos Gold. Maioria compra casa, mas há cada vez menos pedidos

Desde o início do programa foram atribuídas 12.746 autorizações de residência a familiares reagrupados, dos quais 931 este ano

O investimento captado através dos vistos ‘gold’ continua em queda. Nos cinco primeiros meses do ano, o investimento acumulado atingiu 299,2 milhões de euros, menos 30% que um ano antes. Em maio, a redução do investimento através destes cartões de permanência dourados não foi excepção: menos 32% para um total de 50 milhões de euros, mostra o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Neste quinto mês do ano o, o investimento proveniente de Autorização de Residência para Atividade de Investimento (ARI) totalizou 50.056.278,40 euros, o que representa uma descida de 32% face aos 73,6 milhões de euros registados em igual mês de 2018. Relativamente a abril, a queda foi de 4,2%. Do total de investimento angariado em maio, 42.586.300,4 euros correspondeu à atribuição de vistos ‘gold’ mediante o critério da aquisição de bens imóveis, enquanto os restantes 7.469.977,86 euros são provenientes do requisito da transferência de capitais. No mês passado foram atribuídos 82 vistos ‘gold’, dos quais 74 resultantes da compra de bens imóveis e oito por via da transferência de capital. Do total de vistos concedidos com a compra de imóveis, seis foram atribuídos no âmbito da aquisição tendo em vista a reabilitação urbana. Em mais de seis anos e meio — o programa ARI foi lançado em outubro de 2012 -, o investimento acumulado até maio totalizou 4.549.001.234,26 euros, com a aquisição de imóveis a somar 4.115.648.863,83 euros. Os vistos “dourados” atribuídos por via da transferência de capital ascendem a 433.352.370,26 euros. Desde a criação deste instrumento, que visa a captação de investimento, foram atribuídos 7.465 ARI: dois em 2012, 494 em 2013, 1.526 em 2014, 766 em 2015, 1.414 em 2016, 1.351 em 2017, 1.409 em 2018 e 503 em 2019. Até maio passado, em termos acumulados, foram atribuídos 7.042 vistos ‘gold’ por via da compra de imóveis, dos quais 318 tendo em vista a reabilitação urbana. Por requisito da transferência de capital, os vistos concedidos totalizam 408 e foram atribuídos 15 por via da criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho. Por nacionalidades, a China lidera a atribuição de vistos (4.246), seguida do Brasil (740), Turquia (341), África do Sul (296) e Rússia (260). Desde o início do programa foram atribuídas 12.746 autorizações de residência a familiares reagrupados, dos quais 931 este ano.
FONTE dinheirovivo.pt
FOTO Fábio Poço/Global Imagens
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dinheirovivo.pt
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