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Aí está o 1º fim de semana em calamidade. PSP não baixa pressão

Grupos com mais de 10 pessoas, transportes públicos e zonas balneares vão estar na mira da PSP este fim de semana, no qual o previsto tempo encoberto pode ser um bom aliado da ordem pública

Neste que é o primeiro fim de semana ao abrigo da designada “situação de calamidade”, com menos proibições, um confinamento menos pesado e mais espaços abertos, os grandes centros urbanos são o centro de todas as preocupações, devido à maior circulação de pessoas.

É por isso que a PSP, como força de segurança responsável pelas maiores cidades do país, não vai abrir mão de continuar a sua ação “pedagógica” de sensibilização para o cumprimento das regras ainda em vigor, mas também “firme” no que toca a desobediências.

Estão estipulados como “deveres” na situação de calamidade, o uso obrigatório de máscaras nos transportes públicos, escolas, comércio e outros locais fechados com múltiplas pessoas; o confinamento obrigatório para pessoas doentes com covid-19 e em vigilância ativa; o dever cívico de recolhimento domiciliário; a proibição de eventos ou ajuntamentos com mais de 10 pessoas, exceto em funerais, onde podem estar presentes os familiares.

A pressão poderá ser menor, mas não deixará de haver “uma grande presença policial nas ruas”, tal como nas últimas semanas.

“Os desafios mantém-se”, afirma ao DN o diretor do Departamento de Operações, Luís Elias. Explica que apesar do alívio no confinamento, ainda há determinações a cumprir, em relação às quais a PSP terá de manter fiscalização e monitorização. A pressão poderá ser menor, mas não deixará de haver “uma grande presença policial nas ruas”, tal como nas últimas semanas.

Para este primeiro fim de semana pós estado de emergência, a atenção da PSP vai estar especialmente virada para os transportes públicos, para as aglomerações de mais de 10 pessoas e para as zonas balneares ou espaços públicos mais procurados para o lazer da população – e onde se podem juntar multidões.

O facto da previsão meteorológica indicar que o tempo possa estar mais encoberto, não impulsionando assim muitas saídas à rua, pode ser um bom aliado para as autoridades.

Os comandos distritais da PSP estão em permanente contacto com as autarquias locais e, caso de identificarem situações críticas de ajuntamentos, podem ser fechados acessos a locais mais concorridos, como foi o caso, por exemplo, das zonas à beira-mar em Peniche e na Figueira da Foz.

Mantém-se também, está claro, toda a monitorização que é feita às pessoas infetadas com a covid-19 ou que estão sujeitas a recolhimento por ordem da Direção-Geral de Saúde. Este acompanhamento é feito em todo o país por agentes das divisões de investigação criminal que têm acesso às listas de nomes sob vigilância.

“Não se pode relaxar as medidas”

A situação de calamidade começou às 0:00 do dia 3 de maio e dura até às 23:59 do dia 17 de maio. Ao fim de 15 dias, as decisões serão reavaliadas, podendo ser decidida a prorrogação da situação de calamidade

Na conferência de imprensa diária, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, apelou aos cidadãos para manterem a precaução e não relaxarem. Questionada sobre a pandemia em relação aos reflexos do desconfinamento nos novos casos de infeção – nos últimos três dias a região de Lisboa tem tido maior aumento de casos que o Norte – Graça Freitas respondeu que “talvez seja um bocadinho cedo” para fazer essa avaliação.

A diretora-geral alertou que “não se pode relaxar as medidas”, justificando que “nos sítios onde há relaxamento das medidas de distância física e de controlo da infeção surgem focos da doença”.

“Com desconfinamento ou não, o nosso comportamento tem de ser de precaução, precaução, precaução”, apelou. A diretora-geral alertou que “não se pode relaxar as medidas”, justificando que “nos sítios onde há relaxamento das medidas de distância física e de controlo da infeção surgem focos da doença”.

A responsável insistiu que “a doença não desapareceu, o vírus está a circular e apenas uma percentagem mínima da população foi atingida por esse vírus e terá imunidade”, motivo pelo qual “todos os que não tiveram a doenças estão suscetíveis ao risco”.

Graça Freitas relacionou o aumento médio de novos casos de infeção no país com o surto numa empresa da Azambuja, no distrito de Lisboa, onde existem 101 trabalhadores infetados e outros três casos relacionados, e com a realização de rastreios, sobretudo na região de Lisboa e Vale do Tejo.

“Lisboa e Vale do Tejo está a testar muita gente e, quando se testa, é habitual encontrar-se casos positivos assintomáticos”, justificou.

 

fonte valentina marcelino dn.pt

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