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Mais de sete mil novos casos e 59 mortes por covid-19

Nas últimas 24 horas foram registados mais 7497 infetados e atingiu-se um número máximo de óbitos desde o início da pandemia. No número de novos casos estão refletidos situações reportadas tardiamente e que se referem a sexta-feira.

Portugal registou esta quarta-feira mais 7497 novos infetados por covid-19 e 59 mortos. Estes dados apresentados pelo boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) representam novos máximos verificados desde o início da pandemia.

De acordo com a DGS, o número elevado de casos tem a ver com o facto de terem sido incluídos 3570 casos acumulados desde o dia 30 de outubro e que foram reportados tardiamente por um laboratório da região norte. Ou seja, estes casos só agora incluídos deveriam ter sido diluídos nos boletins anteriores.

Assim sendo, o número de casos referentes apenas às últimas 24 horas é de 3927 novas infeções por covid-19, ou seja mais 1331 casos que na terça-feira.

No que diz respeito aos óbitos, este é o novo máximo de sempre desde o início da pandemia, superando o registo da passada segunda-feira, quando foram comunicadas 46 mortes por covid-19.

Hospitais podem suspender atividades não urgentes

O Ministério da Saúde determinou entretanto que os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) podem suspender durante o mês de novembro a atividade assistencial não urgente, segundo um despacho que surge numa altura em que “o país regista uma taxa de notificação acumulada a 14 dias acima dos 240 casos por 100 mil habitantes e um número médio de casos secundários resultantes de um caso infetado, medido em função do tempo, R(t), superior a 1”.

O despacho, assinado pela ministra da Saúde e com efeito a partir de 3 de novembro, esclarece que os hospitais do SNS devem suspender durante o mês de novembro a atividade assistencial “que, pela sua natureza ou prioridade clínica, não implique risco de vida para os utentes, limitação do seu prognóstico e/ou limitação de acesso a tratamentos periódicos ou de vigilância”.

No que diz respeito à capacidade instalada em Medicina Intensiva, o despacho assinado pela ministra Marta Temido diz que a gestão de camas vagas deve ser, primeiramente, efetuada a nível regional, através dos Serviços de Medicina Intensiva dos hospitais do SNS e que a Comissão de Acompanhamento da Resposta Nacional em Medicina Intensiva (CARNMI), em articulação com as ARS, I.P. “pode determinar a transferência de doentes entre hospitais de diferentes regiões e proceder a alterações pontuais aos eixos previstos na Rede de Referenciação Hospitalar de Medicina Intensiva (RNMI)”.

O despacho de Marta Temido sublinha igualmente que a evolução da pandemia “pode justificar o reforço da RNMI mediante recurso a camas de Serviços de Medicina Intensiva de unidades prestadoras de cuidados de saúde dos setores privado e social, que se disponibilizem a receber doentes críticos ou venham a ser chamadas a colaborar neste esforço”.

O despacho refere que, à data, os números que se registam no país – com uma taxa de notificação acumulada a 14 dias acima dos 240 casos por 100.000 habitantes e um número médio de casos secundários resultantes de um caso infetado, medido em função do tempo, R(t), superior a 1 – “estes fatores colocam o sistema de saúde, e em particular o Serviço Nacional de Saúde, sob elevada pressão da procura, designadamente ao nível do internamento hospitalar, sendo particularmente relevante reforçar o funcionamento em rede de todas as instituições”, frisa.

Portugal faz 10 vezes mais testes por mês do que no início da pandemia

Portugal fez em outubro 10 vezes mais testes de diagnóstico ao novo coronavírus do que em março, afirmou o presidente do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, que prevê que em novembro se superem os 805 mil testes de outubro.

Num seminário na internet organizado pela Apifarma, Fernando Almeida afirmou que desde março, se passou “do oito ao oitenta” na capacidade de testagem, que começou por ser exclusiva do Instituto Dr. Ricardo Jorge, mas que entretanto se alargou a privados e laboratórios de instituições académicas.

Fernando Almeida defendeu que é sempre preciso “testar com critério”, caso contrário estar-se-á a “gastar tempo e dinheiro”.

Se em março se fazia uma média de 2500 testes por dia, atualmente essa média está em cerca de 26 mil testes, e os dois a três dias que demoravam para haver resultados podem vir a ser reduzidos para cerca de 20 minutos com os 20 minutos permitidos pelos testes rápidos de antigénio.

FONTE DN.PT

FOTO © EPA/TIAGO PETINGA

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