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O pior dia da pandemia. Infeções e mortes atingem máximos

Portugal registou mais 4656 casos e 40 mortes por covid-19 e um novo recorde relativo aos internamentos nos cuidados intensivos: são agora 275.

Portugal registou mais 4656 casos de covid-19 devido à infeção nas últimas 24 horas, ultrapassando o dia de ontem, que tinha sido o pior dia de sempre em número de casos da doença no país.

De acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta sexta-feira (30 de outubro) morreram ainda mais 40 pessoas por causa do novo coronavírus. É o dia com mais óbitos de sempre.

Há mais 93 internamentos nas últimas 24 horas, para um total de 1927, e mais seis pessoas nos cuidados intensivos.

Portugal registou ainda um novo máximo de pessoas internadas em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) desde o início da pandemia de covid-19, com 275 pessoas hospitalizadas, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O valor máximo de internamentos em cuidados intensivos foi registado em 7 de abril, dia em que 271 pessoas estavam nestas unidades hospitalares com covid-19.

Foi também em abril que se registou o maior número de mortes – 37, segundo o boletim da DGS de 3 de abril.

Há ainda 2869 casos ativos, para um total de 57.355. Este valor resulta da subtração dos recuperados e dos óbitos ao total de casos.

No total, desde o início da pandemia, o país contabiliza 2468 mortes e 137 272 infeções.

Dos novos casos, 2831 (60,8%) foram identificados na região Norte, onde morreram 19 pessoas no último dia. Na região de Lisboa e Vale do Tejo registaram-se 1357 novos casos (29%) e ocorreram 13 mortes. No Centro morreram três pessoas, no Algarve morreram duas pessoas e no Alentejo três.

Há mais 1747 recuperados, o total é agora de 77 449.

Quem pode ou não circular entre concelhos nestes dias?

Ir trabalhar, à escola, assistir a espetáculos com bilhete já reservado, viajar para o estrangeiro ou ir ao notário estão entre as exceções previstas na resolução do Conselho de Ministros que impõe limitações à circulação entre concelhos neste período, que engloba o fim de semana de finados. Por outro lado, a deslocação de convidados para casamentos ou batizados, por exemplo, faz parte das situações que não vão ser permitidas.

As exceções previstas à proibição de circulação entre concelhos a partir da meia-noite desta sexta-feira são:

– profissionais de saúde e outros trabalhadores de instituições de saúde e de apoio social, bem como o pessoal docente e não docente dos estabelecimentos escolares;

– agentes de proteção civil, forças e serviços de segurança, militares, militarizados e pessoal civil das Forças Armadas e aos inspetores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica;

– titulares de cargos políticos, magistrados e dirigentes dos parceiros sociais e dos partidos políticos representados na Assembleia da República;

– ministros de culto, mediante credenciação pelos órgãos competentes da respetiva igreja ou comunidade religiosa, nos termos do n.º 2 do artigo 15.º da Lei n.º 16/2001, de 22 de junho, na sua redação atual;

– pessoal de apoio dos órgãos de soberania e dos partidos com representação parlamentar, desde que comprovado o respetivo vínculo profissional através de cartão de trabalhador ou outro documento idóneo;

– deslocações para efeitos de atividades profissionais ou equiparadas.

Situação dramática na Europa com 1 104 121 casos numa semana

A Europa registou, na semana passada, um total de 1.104.121 novos casos positivos de covid-19, uma situação que a Comissão Europeia classificou hoje como “dramática”, destacando também o “aumento do número de mortes” nos últimos dias.

“Só na semana passada assistimos a 1.104.121 novas infeções confirmadas na Europa – um número do tamanho de Bruxelas -, já para não falar do aumento do número de mortes na Europa. Isto é dramático”, declarou a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides.

Falando no arranque da videoconferência dos ministros de Saúde da União Europeia (UE), a responsável notou que, “à medida que se verifica um ressurgimento de casos, as medidas de preparação postas em prática” na primeira vaga “tornam-se ainda mais cruciais para as próximas semanas”.

“Algumas destas medidas são dolorosas e já existe cansaço pandémico por parte dos cidadãos, mas precisamos de ultrapassar esta situação com o aumento dos testes e do rastreio de contactos, o reforço da capacidade do setor da saúde e a aplicação de restrições na vida quotidiana, onde for necessário, para quebrar a cadeia de transmissão”, exortou Stella Kyriakides.

* com agência Lusa.

Fonte
DN.PT
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